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Bjc

Fábrica de Gente

“Família é fábrica de gente” define Gilda Franco Montoro, uma das escritoras do livro Um olhar sobre a família.
Esta é uma definição simples, porém interessante e muito, muito verdadeira. As famílias fabricam pessoas, fabricam cidadãos, fabricam futuros esposos e esposas, pais e mães. As famílias fabricam gente com todos os tipos de estrutura – física, moral, espiritual, emocional e psicológica.
É na família que tudo começa. Aprende-se a ser honesto, trabalhador; aprende-se a ser esposo e pai, a ser esposa e mãe, a ser cidadão e cidadã. A partir dos exemplos que se vê é que o caráter das pessoas vão se formando. Na criança, essa formação ocorre, principalmente, até os 7 anos. Dos 7 aos 11, alguma coisa mais apenas se acrescenta. Após os 12 anos, é preciso que Deus comece a fazer milagre.
Quando era menina, conheci, no bairro em que morava, uma fábrica que não produziu boa gente. Eram 5 filhos – 2 homens e 3 mulheres. A mãe, além de espancar os filhos, os mordia, chutava e xingava. O pai era completamente ausente e alheio ao que acontecia ali durante o dia; não se importava. Os dois meninos cresceram e se tornaram marginais. Um foi assassinado precocemente e o outro foi preso. Uma das filhas se casou com um homem 40 anos mais velho e mantinha casos extra conjugais. A outra tratava os 3 filhos tal qual a mãe e a mais nova engravidou aos 13 anos, depois desapareceu, abandonando o filho.
Já conheci fábrica de gente com mãe que se fingia de morta, com mãe que entregava os filhos para as babás criarem (incluindo noites, fins de semana e feriados), com pai ausente na criação dos filhos, com pai que abandonou a família. E já conheci “sobreviventes” – termo usado na psicologia para definir as pessoas que dão certo, apesar da “fábrica” de onde vieram.
A Bíblia também traz exemplos, como o do sacerdote Eli e do rei Davi. De cujas “fábricas” saíram filhos extremamente insubmissos.
Estes são fatos tristes sobre fábrica de gente que, infelizmente, existe em grande número.
Toda família comete erros, todos os pais e mães cometem erros. Entretanto, há erros imperdoáveis. Há erros que deixam marcas indeléveis, que para sempre deixarão seqüelas. Causarão tantos danos que os produtos sairão das fábricas com defeito de fabricação irreparável.
Para exemplificar, podemos citar todo e qualquer tipo de abuso (inclui-se, é claro, o abuso sexual) e agressão física e psicológica, depreciação e menosprezo constantes, total ausência de pai e/ou mãe, entre outros.
Mas graças a Deus existem fábricas de gente muito melhores, com bons e excelentes resultados de produção.
Como este a Bíblia também traz exemplos, um dos melhores é o de Eunice, que mesmo casada com um descrente, “produziu” o pastor Timóteo )2 Tm
Há algum tempo ouvi uma narrativa sobre um pai, porteiro de um prédio, sobre sua “fábrica”. Dois filhos e duas filhas foram criados numa das favelas do Rio de Janeiro. Apesar das dificuldades para criar os filhos naquele meio, todos cresceram e se tornaram bons cidadãos, que também construíram suas “fábricas”. Quando indagado, revelou o segredo: muita conversa, limites e sua presença constante e amiga de pai.
Diante dos fatos torna-se necessário refletir. Que tipo de fábrica é a nossa? Que tipo de gente ela fabrica?


Elizabete Bifano
Maio, 2002

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